segunda-feira, 24 de setembro de 2012

[Laurus Nobilis] Actualização Setembro 2012

Roubei esta imagem do blog do Rui Ferreira pois fiz o transplante do loureiro no sábado passado e deixei-o com ele a recuperar, e não cheguei a tirar fotos na altura.

Quando fui à aula, tinha uma ideia diferente para o vaso, pois pensei em aproveitar um vaso rectangular não-vidrado que tinha em casa e que achava que poderia realçar a base poderosa que esta planta tem.

No entanto, após a poda de raízes, o Rui sugeriu um tipo diferente de vaso, mais raso mas com bastante espaço para o desenvolvimento das raízes laterais, o que iria melhorar o nebari no futuro.

Por outro lado, este vaso com linhas mais horizontais permite igualmente dar maior realce à zona do nebari e tachiagari que são as partes mais fortes desta planta.

Este vidrado azul complementa muito bem as tonalidades cinzentas do tronco e acho que vai combinar igualmente bem com a folhagem juvenil de tonalidades avermelhadas.

Ainda não é o vaso final pois é um bocado grande e o Rui pensa que a inclinação da árvore ainda pode ser melhorada num futuro envase, mas acho que já se começa a vislumbrar um pouco do futuro da planta.



Pensar que há apenas 3 anos esta planta era assim!



6 comentários:

Luís Cunha disse...

Olá Nuno,

Parabéns pelo excelente andamento que este projecto leva!

Gosto muito da base, que belo nebari que já apresenta. Também gosto mais de ver com a pequena inclinação que pensas fazer no futuro.

Muito bom! Boa continuação.
Abraço

Luís Cunha

Nuno Encarnação disse...

Viva Luís,

Este projecto tem sido uma surpresa para mim no modo como em apenas 3 anos desenvolveu tanto.

Fui um pouco à experiência com ele, pois não tinha qualquer referência de trabalhos com loureiros e não sabia se a espécie reagia bem aos trabalhos de bonsai. Mas após este tempo, posso dizer que o loureiro adequa-se perfeitamente a este tipo de trabalhos. Reage espetacularmente às podas, pois rebenta por todo o lado. Ao nível dos transplantes realizados, produziu boas raízes desde o transplante inicial o que deu para colocar num vaso mais raso neste transplante. Tem um espetacular vigor de crescimento. A única coisa que é preciso ter cuidado é com a aramação, pois a casca é fina e marca com facilidade devido ao seu vigor.
De resto, no que respeita ao tamanho das folhas, o que eu posso dizer é que com as podas regulares, estas têm diminuído sem grandes dificuldades, embora se tenha de ter a atenção de ir equilibrando a força da árvore no seu conjunto, já que os ramos mais fortes tendem a ter folhas maiores.
O vaso ainda não será o definitivo pois ainda é grande para a planta, mas já dá para ter a noção de um caminho futuro.

Milouska disse...

Um belíssimo loureiro!
Parabéns!
Em busca de bonsaistas portugueses, vim parar ao seu blog, tendo a grata surpresa de saber que vive em Portimão, cidade onde também resido.
Adoro plantas, mas nada sei de bonsai, embora tenha três que me foram oferecidos. Daí o ter-me inscrito num curso para iniciantes do Wingarden de Lagoa, quando vi que tinham aberto inscrições para ele.
Seria possível, caso tenha alguma disponibilidade, que eu o contactasse?
O meu bem-haja pela atenção,

Milouska

Nuno Encarnação disse...

Viva, Milouska!

Obrigado pelo comentário acerca do loureiro.

É sempre bom saber da existência de aficcionados do bonsai aqui mais perto de casa.

Eu também frequento o Wingarden e até dou lá apoio relativamente a algumas plantas. Se calhar até já nos cruzámos por lá.

Pertenço ao Clube Bonsai do Algarve que também se reúne uma vez por mês no Wingarden. Ainda neste domingo estivemos lá a trabalhar nas nossas plantas.

Não há qualquer problema em contactar se tiver alguma dúvida. O meu e-mail é: nunoencarnacao@hotmail.com.

Disponha à vontade.

Continuação de bom dia.

Nuno

Vi Lindinha disse...

Nuno, olá!
Achei seu blog e esta pérola de posts sobre um trabalho em um loureiro que você está fazendo. Acredite, isso me deu muitas esperanças para que eu consiga lidar com um desafio que tenho pela frente; explico: a casa de minha avó (falecida) foi vendida e será em breve entregue ao futuro dono. Ela cultivava um loureiro e, eu já soube, ele será arrancado!!! (Os compradores da casa vão cimentar o canteiro em que ele cresceu). Isso me partiu o coração e decidi fazer alguma coisa para salvar esse loureiro "de estimação". Bem, este arbusto não é tão velho (não sei precisar a idade) mas o tronco tem uns 10 cm de diâmetro (presumo q tenha uns 10 anos??... realmente não sei). Pois que bem, não apenas decidi "resgatar" este arbusto, como, sim, eu mesma, eu vou transformá-lo em um bonsai. A mim é um desafio e tanto, pois eu nunca fiz um bonsai na vida, mas em nome desse loureiro que merece viver (e à minha avó falecida que tanto gostava dele), estou pesquisando tudo o que posso sobre "como transformar um loureiro de um velho jardim da vovó em um belo bonsai para continuar na família" (risos). E eis que achei você e seu Blog! Realmente foi uma dádiva isso!!! Então, estou lendo tudo o que você postou e aprendendo junto. Ainda não fiz o "yamadori" (confesso q estou temerosa!!!), portanto, a planta ainda está lá à minha espera. Na verdade, estou é estudando e pesquisando bastante para fazer o "yamadori" direito, a planta não sofrer tanto e se reabilitar bem depois. Enfim....... graças a você e seu Blog é que decidi com firmeza que vou trabalhar esse loureiro da minha avó. Caso você queira acompanhar meu desafio (e seus percalços), posso enviar as fotos do percurso do processo. E caso você possa me ajudar com algumas dicas, já agradeço! De toda forma, agradeço mesmo por você ter postado essa brilhante experiência sua! A mim está sendo de imensa valia!
Receba um forte abraço meu, do Rio de Janeiro/Brasil

Nuno Encarnação disse...

Obrigado pelo testemunho, Vi Lindinha.

O loureiro tem sido uma espécie que me tem surpreendido pela capacidade de adaptação às técnicas de bonsai.
Pelo menos no meu clima tenho tido bons resultados.
No clima do Rio de Janeiro não sei como será a sua reacção, mas se tem estado plantado e tem crescido ao longo destes anos então também deve estar adaptado.
A melhor altura para se fazer um yamadori será no início da Primavera, por isso será melhor apontar a operação para essa altura.
De qualquer das maneiras, sei que no Brasil há diversos grupos ligados ao bonsai e certamente que numa cidade como o Rio de Janeiro irá encontrar algum desses grupos. É sempre mais fácil aprender directamente com alguém que já tem mais experiência do que apenas pela internet, por isso o meu conselho é que procure na sua zona onde pode aumentar os seus conhecimentos sobre bonsai para que possa realizar este seu projecto com maior segurança.

Espero continuar a acompanhar o seu percurso nos próximos tempos.

Fica aqui um abraço de Portugal!