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domingo, 5 de outubro de 2014

Com ajudante é outra coisa...

Ontem tive um ajudante especial para fazer um transplante a um elaeagnus.







sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Eleagnus - Actualização Janeiro 2013

O meu eleagnus vai dando passos na sua evolução.

Ao longo do ano passado não lhe mexi. Infelizmente, às vezes não há tempo para se fazer tudo e esta planta foi um pouco negligenciada na sua formação. No entanto, por vezes um ano de descanso como este, com uma boa adubação e crescimento livre, ajudam a que a planta ganhe força e vitalidade para intervenções futuras.

Em 2013, fiz-lhe uma defoliação em Janeiro e depois levei-o à aula do Rui Ferreira no dia 26/01/2013. Após uma poda bem drástica, como se pode ver nas fotos (não tenho imagens de como estava antes), realizou-se o transplante da planta. A escolha do vaso demorou algum tempo e quando o Rui pegou neste vaso slovakia para experimentar para ver como ficava com esta forma, nunca imaginei que seria o vaso escolhido. Por comparação com o vaso inicial, pensei que não havia de caber lá dentro. No entanto, como haviam sido podadas a maioria das raízes grossas anteriores e como já haviam bastantes raízes finas, foi possível colocá-lo neste vaso.

O casamento entre a planta e o vaso é fantástico. Por ser um vaso mais pequeno do que o anterior, o tronco ganha muito mais volume e realce, sendo que a árvore parece imediatamente mais compacta. A cor do vaso é perfeita para esta espécie pois este azul joga muito bem com a cor da casca e folhas e no futuro com a flor e frutos. A forma também é perfeita para  a estrutura han-kengai da planta, dando-lhe ao mesmo tempo uma aparência mais leve e feminina através das suas linhas curvas e dos pés.

Quando falamos de bonsai, muitas das vezes dá-se uma grande importância à planta mas esquecemo-nos daquele elemento fundamental de composição que é o vaso. Como o papel da moldura num quadro, que qualquer artista afirma ser fundamental para dar destaque e realce ao mesmo, o vaso é o complemento da árvore e o bonsai é o todo formado por estes 2 elementos. O vaso pode melhorar e dar destaque a determinados elementos da planta, valorizando a sua força ou as suas linhas mais femininas, dando mais destaque à floração ou frutificação, ou mesmo realçando pormenores como a cor e a textura da casca. Um mau vaso pode retirar valor à planta por não combinar eficazmente com os seus elementos. O vaso vai igualmente ganhando uma patina especial com a idade e aumentando o seu valor com o tempo, à semelhança da própria planta. Pessoalmente, tenho vindo a dar cada vez mais importância ao vaso e penso que o investimento num bom vaso é sempre positivo pois é qualquer coisa que vai sempre se valorizar com o tempo. Este vaso valeu o investimento feito e estou muito satisfeito por casá-lo com esta planta.

Quanto ao bonsai em si, a estrutura base está bem definida e durante este ano o trabalho vai assentar no desenvolvimento da ramificação da planta.

Vista frontal

Vista lateral

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Eleagnus - Actualização Fevereiro 2012

Aqui está a actualização do meu eleagnus que tem desenvolvido bastante bem desde o ano passado. Tem dado flor e fruto, embora neste ano não tivesse dado tempo para desenvolver os frutos pois aproveitei para fazer a defoliação em Janeiro e retirei todos os frutos para não consumirem muita energia à árvore de modo a que esta possa rebentar adequadamente.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eleagnus Pungens

Este é um dos projectos que tenho desenvolvido no Curso no Jardim Bonsai de Tavira com o Rui Ferreira.

Tomei contacto com esta espécie no Jardim de Bonsai, ao ver os espécimes que o Rui tem lá expostos e que são fabulosos. Cativou-me pela cor da folhagem, pela floração e frutificação. O Rui referiu igualmente que considerava esta espécie como uma das mais adequadas às características do nosso clima.

Encontrei este eleagnus no Wingarden, em Lagoa, e vou ser sincero, comprei-o mais porque queria ter um bonsai desta espécie do que pelas características excepcionais da planta. Aqui está a planta antes de ser trabalhada pela primeira vez no curso com o Rui Ferreira, em Julho de 2009. Infelizmente não cheguei a tirar fotos depois da primeira intervenção, mas ficou logo definido que iria ser trabalhada em semi-cascata. Tinha uma raiz chata que teria de ser alvo de intervenção no primeiro transplante.


Aqui está a planta antes da segunda intervenção, em Dezembro de 2009. Praticamente todo a massa verde que se vê é fruto de crescimento novo desde a primeira poda em Julho.


Depois de ser trabalhada e com a inclinação desejada:


Em Fevereiro de 2010, foi transplantada e colocada neste vaso. A raiz complicada referida mais atrás felizmente pôde ser retirada logo nesta intervenção. O vaso penso que casa bem com esta planta, e vai fazer um bom contraste com os frutos no Outono. Ainda tem muito caminho para andar, mas gosto bastante desta planta e tenho esperança de que possa vir a ser um bom bonsai.